Autor: Jane Austen
Título original: Sense and sensibility / Pride and prejudice / Persuasion
Tradutor: Roberto Leal Ferreira
Editora: Martin Claret
Data: 2010
Número de páginas: 632 p. (Orgulho e Preconceito – p. 237-468)
SINOPSE
O fascínio que os escritos de Jane Austen exercem, mais do que se manter, torna-se maior no curso do tempo. A obra desta aclamada escritora tem sido constantemente adaptada para o teatro, cinema e televisão; nos meios acadêmicos, tem gerado abundantes e fecundos estudos de sua dimensão estética, sociológica e histórica; em vários países, inclusive o Brasil, são-lhe dedicados ativos e entusiasmados fã-clubes; e, na web, há um número assombroso de páginas que remetem a Jane Austen. Esta edição especial reúne Razão e sensibilidade, Orgulho e preconceito e Persuasão – três dos mais apreciados romances desta que é uma das mais lidas e amadas autoras inglesas em todo o mundo.
COMENTÁRIOS
Quem acompanha o blog vai perceber que esta é a primeira resenha que faço. Com a participação no Círculo do Livro veio a vontade, mais do que resenhar, de comentar sobre o que tenho lido. No entanto, como esta edição traz três das principais obras da autora, as resenhas serão separadas e publicadas em três momentos.
De maneira geral a obra de Jane Austen retrata de forma extremamente detalhista o cenário e costumes do século XVIII e XIX. Adicionalmente, é possível perceber nas entrelinhas do texto uma intensa crítica ao contexto social, mas que foi feita com tal sensibilidade que pode passar despercebida aos menos atentos.
Como alguns clássicos, a obra da autora não é de fácil entendimento e um leitor iniciante pode sentir alguma dificuldade em concluir o livro. A narrativa é descritiva e os detalhes mínimos são explorados abundantemente. No entanto, os persistentes terão o prazer de desfrutar de um livro intenso e de qualidade incontestável.
ORGULHO E PRECONCEITO
Foi publicado originalmente em 1813, antes de a autora completar 21 anos, e desde a sua publicação é considerado um clássico. A obra retrata a burguesia da época e a interação desta com as classes mais baixas por meio da relação dos protagonistas principais Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy.
A família Bennet é composta por cinco moças jovens e parte da trama gira em torno das artimanhas da Srª. Bennet para conseguir um bom casamento para suas filhas enquanto o Sr. Bennet demonstra uma indiferença gritante para com elas. Kitty e Lydia são avoadas e muito desmioladas, vivem correndo atrás de pretendentes; Mary é considerada a estudiosa da família e por isso mesmo ‘sem graça’; Jane é a beleza da região, exaltada por todos e muito meiga. E Lizzy não é uma garota comum para os padrões da época, é muito mais despachada, comunicativa e voluntariosa. Mesmo assim, mantém o decoro e diferente das irmãs não se preocupa com o casamento.
É nesse contexto que chega à Hertfordshire o Sr. Bingley e o Sr. Darcy, ambos jovens burgueses, considerados excelentes pretendentes, afinal
"É verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico precisa de esposa." p. 237




